De Aquariana regência
E beleza inominada,
A liberdade e independência
Fazem do mundo tua morada.
Como o ar que volatiliza
De incontida essência,
Tu és brisa que ameniza
Ou vendaval e impaciência?
Sei que és a elegância
Do antigo e requintado,
Mas outros vêem extravagância
Em teu bom gosto do passado.
Sei que teus olhos sedutores
Em tua face emoldurados,
Que arrebatam de amores
Corações desamparados...
... São vastidão da tua alma
Que me acomoda em teu regaço,
Inspirando a doce calma
Entre carícias e abraços.
Tal qual criança eu me rendo
E me entrego à tua doçura,
E simplesmente vou vivendo
Com minha alma quase nua,
Pois em teus lábio que se encerram
Em segredos olvidados,
Aninhei meu coração
De acalentos desejados...
Inspirado na beleza aquariana.
Mostrando postagens com marcador Poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poema. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 18 de março de 2014
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
De Que Vale...
De que vale um sorriso
Se na boca morta se emoldura,
Com a frieza entre dentes bem polidos,
Alvos e tolhidos da verdade crua?
De que valem esses olhos
Se o nada eles transmitem,
Se são janelas fechadas de uma alma
Que no seu corpo não reside?
De que valem esses gestos delicados
Se o coração abrutalhado se tornou,
Se a educação é uma casca de retalhos
E o passado, os sentimentos entulhou?
De que vale viver essa vida sem vida,
Essa partida sem hora,
A saudade sem chegada?
De que vale viver uma vida esquecida,
A solidão que imola,
O futuro sem morada?
De que vale viver sem viver?
Se na boca morta se emoldura,
Com a frieza entre dentes bem polidos,
Alvos e tolhidos da verdade crua?
De que valem esses olhos
Se o nada eles transmitem,
Se são janelas fechadas de uma alma
Que no seu corpo não reside?
De que valem esses gestos delicados
Se o coração abrutalhado se tornou,
Se a educação é uma casca de retalhos
E o passado, os sentimentos entulhou?
De que vale viver essa vida sem vida,
Essa partida sem hora,
A saudade sem chegada?
De que vale viver uma vida esquecida,
A solidão que imola,
O futuro sem morada?
De que vale viver sem viver?
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Relíquia Poética
Trouxe um presente a todos vocês: uma coletânia de poemas do imortal Fernando Pessoa (em seu nome e de seus heterônimos) declamadas pelo saudosíssimo Paulo Autran. Essa, sem dúvida, é uma relíquia!
Espero que gostem...
Autopsicografia
Link: Autopsicografia
Vem sentar-te comigo Lídia
Link: Vem sentar-te comigo Lídia
O guardador de rebanhos - Poema V
Link: O guardador de rebanhos - Poema V
Cruz na porta da tabacaria
Link: Cruz na porta da tabacaria
Aniversário
Link: Aniversário
O menino da sua mãe
Link: O menino da sua mãe
Poema em linha reta
Link: Poema em linha reta
Quero ignorado
Link: Quero ignorado
Se te queres matar
Link: Se te queres matar
Tenho dó das estrelas
Link: Tenho dó das estrelas
Esta velha angústia
Link: Esta velha angústia
Ah, um soneto...
Link: Ah, um soneto...
Grandes são os desertos
Link: Grandes são os desertos
Vem, noite
Link: Vem, noite
O monstrengo
Link: O monstrengo
Ode triunfal
Link: Ode triunfal
Quando era jovem
Link: Quando era jovem
quarta-feira, 27 de junho de 2012
A Velha Mangueira
Havia uma mangueira em meu quintal:
eram rosadas as suas frutas, doces como mel,
e seus grandes galhos em cabedal
formavam aconchegantes recantos
a quem suas sombras almejava.
Eu deitava a minha cabeça em saliência bem formada
procurando entre as folhagens o sol das doze horas
que tudo em volta já queimava.
Era a minha mangueira recanto de aves
que gorjeavam sinfonias ao iniciar a segunda metade do dia.
O perfume adocicado e inebriante
espalhava-se além porteiras
e a manga rosa triunfante,
fruta de caldo abundante,
enchia cestos e algibeiras.
Ah! Minha mangueira...
Saudade eu tenho daquelas tardes
e de sua frondosa presença.
Mas jaz agora no toco,
mostrando o desrespeito com este velho caboclo,
ao se tornar cadeira e mesa...
eram rosadas as suas frutas, doces como mel,
e seus grandes galhos em cabedal
formavam aconchegantes recantos
a quem suas sombras almejava.
Eu deitava a minha cabeça em saliência bem formada
procurando entre as folhagens o sol das doze horas
que tudo em volta já queimava.
Era a minha mangueira recanto de aves
que gorjeavam sinfonias ao iniciar a segunda metade do dia.
O perfume adocicado e inebriante
espalhava-se além porteiras
e a manga rosa triunfante,
fruta de caldo abundante,
enchia cestos e algibeiras.
Ah! Minha mangueira...
Saudade eu tenho daquelas tardes
e de sua frondosa presença.
Mas jaz agora no toco,
mostrando o desrespeito com este velho caboclo,
ao se tornar cadeira e mesa...
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Poeta Sertanejo
O nosso país tem muitos artistas que verdadeiramente cantam a nossa terra, verdadeiros poetas sertanejos que com suas violas encantam aqueles que amam o Brasil. São eles que me fazem lembrar que essa corja que se apoderou da política não representa de fato aquilo que o nosso imenso país é: uma terra abençoada por uma natureza exuberante e com um povo que continua trabalhando arduamente, apesar de todo o sofrimento. Almir Sater é um desses muitos poetas sertanejos e descreve com uma incrível delicadeza aquilo que observa e sente.
Essa é uma pequena homenagem a ele e a todos os outros poetas sertanejos espalhados pelo Brasil, de hoje e de ontem.
Essa é uma pequena homenagem a ele e a todos os outros poetas sertanejos espalhados pelo Brasil, de hoje e de ontem.
Almir Sater / Renato Teixeira
No quintal lá de casa
Passava um pequeno rio
Que descia lá da serra
Ligeiro escorregadio
A agua era cristalina
Que dava pra ver o chão
Ia cortando a floresta
Na direção do sertão
Lembrança ainda me resta
Guardada no coração...
E tudo era azul celeste
Brasileiro cor de anil
Nem bem começava o ano
Já era final de Abril
O vento pastoreando
Aquelas nuvens no céu...
Fazia o mundo girar
Veloz como um carrossel
E levantava a poeira
E me arrancava o chapéu
Ah o tempo faz, tempo desfaz
E vai além sempre...
A vida vem lá de longe
É como se fosse um rio
Pra rio pequeno canoa
Pros grandes rios navios
E bem lá no fim de tudo
Começo de outro lugar
Será como Deus quiser
Como o destino mandar
No rastro da lua cheia
Se chega em qualquer lugar!
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Conselhos Amorosos?
Conselhos amorosos? Guardo-os todos para mim.
Não há porque espalhá-los, seria um pecado...
Seria um pecado ensinar-lhes todos os fracassos,
dissabores, mal amores, desamores
e outras tantas murchas flores.
Guardo-os todos no mais profundo do meu ser
e uso-os só para o sádico deleite do meu eu
contra o masoquista coração que bate neste peito.
Saboto-me deliciosamente para ver o circo pegar fogo,
pois que graça haveria em tudo ser tão correto?
A correição que se exploda em mil pedaços!
Se tudo fosse tão preto no branco,
a vida seria sem graça, sem sal, sem sabor...
Mas onde fica então o amor?
O amor, que venha com pimenta! E que arda!
Melhor sentir a vida do que sentir o nada.
Quanto aos conselhos amororos, não os tenho para dar.
Bastam-me os fracassos românticos que me levam sempre a naufragar.
Não há porque espalhá-los, seria um pecado...
Seria um pecado ensinar-lhes todos os fracassos,
dissabores, mal amores, desamores
e outras tantas murchas flores.
Guardo-os todos no mais profundo do meu ser
e uso-os só para o sádico deleite do meu eu
contra o masoquista coração que bate neste peito.
Saboto-me deliciosamente para ver o circo pegar fogo,
pois que graça haveria em tudo ser tão correto?
A correição que se exploda em mil pedaços!
Se tudo fosse tão preto no branco,
a vida seria sem graça, sem sal, sem sabor...
Mas onde fica então o amor?
O amor, que venha com pimenta! E que arda!
Melhor sentir a vida do que sentir o nada.
Quanto aos conselhos amororos, não os tenho para dar.
Bastam-me os fracassos românticos que me levam sempre a naufragar.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Lírica nº 03
Parto indefinidamente
do exílio sem sorte,
das áridas terras da morte:
corro por vida, fujo pro norte.
Parto, parto em imagens que sonhei
das tantas vidas que viverei,
parto em feliz contentamento.
Parto, parto de terras que nem sei
de lá dos montes que alcancei,
parto na nave heróica do meu pensamento.
E chegarei, ainda hei de chegar;
e parto, uma vez mais eu parto
àquela terra que eu sonho alcançar.
do exílio sem sorte,
das áridas terras da morte:
corro por vida, fujo pro norte.
Parto, parto em imagens que sonhei
das tantas vidas que viverei,
parto em feliz contentamento.
Parto, parto de terras que nem sei
de lá dos montes que alcancei,
parto na nave heróica do meu pensamento.
E chegarei, ainda hei de chegar;
e parto, uma vez mais eu parto
àquela terra que eu sonho alcançar.
domingo, 23 de outubro de 2011
Caio Resende
Trago a vocês os textos do talentoso Caio Resende, sugeridos pela minha amiga Nayara. Espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei.
Um ótimo domingo a todos!
Um ótimo domingo a todos!
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Mar da Vida
A vida segue,
segue a vida,
dando voltas
sem parar.
O vento sopra
e leva embora
as tristezas
e o pesar.
Segue firme,
viajante,
nesta nau,
caravelar.
Sempre em frente
e assim sem pressa
que o destino
há de chegar.
Se ficou pelo caminho
coração estilhaçado,
deixa o mar levar embora
os amores do passado.
A vida segue,
segue a vida,
dando voltas
sem parar.
O vento sopra
e traz pra perto
um novo amor
que há de chegar...
segue a vida,
dando voltas
sem parar.
O vento sopra
e leva embora
as tristezas
e o pesar.
Segue firme,
viajante,
nesta nau,
caravelar.
Sempre em frente
e assim sem pressa
que o destino
há de chegar.
Se ficou pelo caminho
coração estilhaçado,
deixa o mar levar embora
os amores do passado.
A vida segue,
segue a vida,
dando voltas
sem parar.
O vento sopra
e traz pra perto
um novo amor
que há de chegar...
domingo, 24 de julho de 2011
Do Crepúsculo à Alvorada
Do crepúsculo à alvorada
um pensamento se aninha:
de ter-te em minha morada,
de ter-te só minha.
E aquela saudade incessante
que o coração suporta quieto,
some no ar, vacilante,
quando estás por perto.
Se tu podes contar
que ao meu sentido aplaina
e em minh'alma faina
a obra do teu sonhar,
Estejas tu certa
que a minha alegria desperta
e mais cresce no peito
o desejo de te amar.
um pensamento se aninha:
de ter-te em minha morada,
de ter-te só minha.
E aquela saudade incessante
que o coração suporta quieto,
some no ar, vacilante,
quando estás por perto.
Se tu podes contar
que ao meu sentido aplaina
e em minh'alma faina
a obra do teu sonhar,
Estejas tu certa
que a minha alegria desperta
e mais cresce no peito
o desejo de te amar.
sábado, 2 de julho de 2011
Chovia lá Fora
Aquele dia cinzento
que as águas prometiam
foi certeiro em seu intento
com as gotas que caíam.
E absorto em minhas tristezas,
na desolada sala vazia,
eu notava a luz do poste
que na janela reluzia.
Tão longe em meus pensamentos,
naquela sua imagem perdida,
relembro alguns breves momentos
anteriores a sua partida.
Enquanto a chuva caía lá fora
eu ficava aqui dentro a espiar
a doçura com que a água ia embora
em seu leve e fugaz marulhar.
que as águas prometiam
foi certeiro em seu intento
com as gotas que caíam.
E absorto em minhas tristezas,
na desolada sala vazia,
eu notava a luz do poste
que na janela reluzia.
Tão longe em meus pensamentos,
naquela sua imagem perdida,
relembro alguns breves momentos
anteriores a sua partida.
Enquanto a chuva caía lá fora
eu ficava aqui dentro a espiar
a doçura com que a água ia embora
em seu leve e fugaz marulhar.
sábado, 14 de maio de 2011
A Máscara
A tua máscara caiu, meu bem.
Deixa estar...
Em outro dia, outra estação,
a tua hora há de chegar.
Acreditaste tolamente
que eu me aprazia na ilusão.
Mas percebeste, prontamente,
que era falha a tua intenção.
A tua máscara caiu, meu bem.
Deixa estar...
Recebeste nova chance
e não quiseste aproveitar
Com maldades e mentiras
construíste a tua fama.
Prepara-te querida,
pois deitarás na tua "cama".
A tua máscara caiu, meu bem.
Deixa estar...
Ainda que demore
a tua hora há de chegar.
Aprenda esta lição
e faça isto sem demora:
a verdade aparece
e ilumina como a aurora.
A tua máscara caiu, meu bem.
Deixa estar...
Não te esqueças do ditado:
a tua hora há de chegar.
Deixa estar...
Em outro dia, outra estação,
a tua hora há de chegar.
Acreditaste tolamente
que eu me aprazia na ilusão.
Mas percebeste, prontamente,
que era falha a tua intenção.
A tua máscara caiu, meu bem.
Deixa estar...
Recebeste nova chance
e não quiseste aproveitar
Com maldades e mentiras
construíste a tua fama.
Prepara-te querida,
pois deitarás na tua "cama".
A tua máscara caiu, meu bem.
Deixa estar...
Ainda que demore
a tua hora há de chegar.
Aprenda esta lição
e faça isto sem demora:
a verdade aparece
e ilumina como a aurora.
A tua máscara caiu, meu bem.
Deixa estar...
Não te esqueças do ditado:
a tua hora há de chegar.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Soneto do Só
Percebo que a vida breve
em minh'alma encerra
um melancólico pôr-do-sol
de um último dia de primavera.
Quando chega o verão escaldante
destruindo todo o meu peito,
descubro que o coração vacilante
agora já não tem mais jeito.
Eu me perco! Fico perdido...
E me desfaço do teu abraço aquecido;
numa vida de viver só.
Agora sou inverno sem sol, neve.
E sem este peso o meu caminho é leve;
numa vida de viver só.
em minh'alma encerra
um melancólico pôr-do-sol
de um último dia de primavera.
Quando chega o verão escaldante
destruindo todo o meu peito,
descubro que o coração vacilante
agora já não tem mais jeito.
Eu me perco! Fico perdido...
E me desfaço do teu abraço aquecido;
numa vida de viver só.
Agora sou inverno sem sol, neve.
E sem este peso o meu caminho é leve;
numa vida de viver só.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Pipa

Sou pipa, sou simples na vida.
Não tenho fio ou linha que me tragam ao chão
e se numa lufada o vento me sopra,
saio voando livre, leve e sem rota.
Se de repente o vento cessa
(em uma pausa traiçoeira)
caio sem cuidado – quase sempre machucada –
numa morte passageira.
Mas o vento retorna insistente,
inflando a seda, animando um esqueleto de bambu,
fazendo ganhar vida meu inerte corpo de pipa
cortando, inconstante, o profundo céu azul.
domingo, 17 de outubro de 2010
Cordel pela Educação
Venho aqui em altos brados
reclamar veementemente
contra esta porca educação
ensinada à nossa gente.
As crianças já não sabem
o soletrar e o bê-á-bá
porque hoje, em nossa escola,
não se pode reprovar.
Passam todas, pobrezinhas,
somente os nomes sabem ler
são analfabetas bem formadinhas
que repetem aquilo que vêem.
E os políticos, desinteressados,
nada fazem para ajudar.
Querem o povo no cabresto
para o voto manipular
A nação vai, tristemente,
afundando neste abismo,
pois um povo sem conhecimento
segue sem rumo, segue pobre,
passa fome e esquece o sorriso.
Quando me refiro, então, à fome,
falo dela em dois sentidos:
falo daquela que do corpo maltrata
e que se for persistente,
destrata os sentidos.
Esta é a fome que castiga a carcaça
e a barriga vazia é o seu compromisso.
Mas esta fome ainda é secundária,
pois que ela advém do pouco juízo.
A pior de todas é a fome primária,
A fome terrível da falta de um livro.
A falta de informação de boa qualidade
é a pior das mazelas da nossa sociedade.
Não faço alusão a que todos sejam eruditos,
mas um homem direito carece de livros.
E aproveitando o ensejo destas linhas mal traçadas,
escrevo sem medo sobre a ditadura das palavras.
Esta que é imposta por alguns doutores em letras
fazendo o terror dos jovens secundaristas
que engolem, sem pensar, as literaturas das tais listas.
Estudam sempre os mesmos autores
para os tão temidos vestibulares:
São “Gil Vicentes”, são “Euclides” e alguns autores seculares.
Vejam bem, não me incomodo, pois todos são grandes mestres,
eu mesmo bebo desta fonte e o meu coração agradece!
O que incomoda é o medo da mudança,
em se revelar novos talentos,
ou reconhecer – com segurança –
injustiças em outros momentos.
Venho então “justiçar” alguém que foi esquecido,
um poeta que falava do amor,
da injustiça social, do rancor,
e foi chamado de maldito.
Um homem que enfrentou os militares
e viveu um amor impossível,
que foi simples nas palavras
e tinha um coração sensível.
Deste poeta de alma forte,
direi agora a nome:
nasceu no estado do Acre,
foi J.G. de Araujo Jorge!
Peço humildemente que olhem por este caboclo
que desenhou palavras bonitas,
escreveu versos singelos
e falou da dor do nosso povo.
E a tristeza maior
que no meu peito arrebenta,
é que falta lirismo, falta cultura,
falta bastante atenção.
Sobram motivos de agruras,
Falta à nossa gente, educação.
---------
Em tempos de eleição, onde os candidatos estão mais preocupados em atacar um ao outro (que triste!), é bom lembrar que os grandes países do mundo só saíram do buraco quando passaram a valorizar e investir em todos os setores da educação.
Educação, senhores candidatos! Virtude que, definitivamente, vocês não têm.
reclamar veementemente
contra esta porca educação
ensinada à nossa gente.
As crianças já não sabem
o soletrar e o bê-á-bá
porque hoje, em nossa escola,
não se pode reprovar.
Passam todas, pobrezinhas,
somente os nomes sabem ler
são analfabetas bem formadinhas
que repetem aquilo que vêem.
E os políticos, desinteressados,
nada fazem para ajudar.
Querem o povo no cabresto
para o voto manipular
A nação vai, tristemente,
afundando neste abismo,
pois um povo sem conhecimento
segue sem rumo, segue pobre,
passa fome e esquece o sorriso.
Quando me refiro, então, à fome,
falo dela em dois sentidos:
falo daquela que do corpo maltrata
e que se for persistente,
destrata os sentidos.
Esta é a fome que castiga a carcaça
e a barriga vazia é o seu compromisso.
Mas esta fome ainda é secundária,
pois que ela advém do pouco juízo.
A pior de todas é a fome primária,
A fome terrível da falta de um livro.
A falta de informação de boa qualidade
é a pior das mazelas da nossa sociedade.
Não faço alusão a que todos sejam eruditos,
mas um homem direito carece de livros.
E aproveitando o ensejo destas linhas mal traçadas,
escrevo sem medo sobre a ditadura das palavras.
Esta que é imposta por alguns doutores em letras
fazendo o terror dos jovens secundaristas
que engolem, sem pensar, as literaturas das tais listas.
Estudam sempre os mesmos autores
para os tão temidos vestibulares:
São “Gil Vicentes”, são “Euclides” e alguns autores seculares.
Vejam bem, não me incomodo, pois todos são grandes mestres,
eu mesmo bebo desta fonte e o meu coração agradece!
O que incomoda é o medo da mudança,
em se revelar novos talentos,
ou reconhecer – com segurança –
injustiças em outros momentos.
Venho então “justiçar” alguém que foi esquecido,
um poeta que falava do amor,
da injustiça social, do rancor,
e foi chamado de maldito.
Um homem que enfrentou os militares
e viveu um amor impossível,
que foi simples nas palavras
e tinha um coração sensível.
Deste poeta de alma forte,
direi agora a nome:
nasceu no estado do Acre,
foi J.G. de Araujo Jorge!
Peço humildemente que olhem por este caboclo
que desenhou palavras bonitas,
escreveu versos singelos
e falou da dor do nosso povo.
E a tristeza maior
que no meu peito arrebenta,
é que falta lirismo, falta cultura,
falta bastante atenção.
Sobram motivos de agruras,
Falta à nossa gente, educação.
---------
Em tempos de eleição, onde os candidatos estão mais preocupados em atacar um ao outro (que triste!), é bom lembrar que os grandes países do mundo só saíram do buraco quando passaram a valorizar e investir em todos os setores da educação.
Educação, senhores candidatos! Virtude que, definitivamente, vocês não têm.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Poema de Aurora
Olhou de soslaio e ficou reticente,
Pensou duas vezes e agiu sem demora.
Seus dedos ligeiros escorregaram de lado
E encontraram aconchego nos dedos de Aurora.
Aurora menina, tão pura e inocente,
Sorriu docemente e olhou para o lado.
Sentiu em sua face o rubor ascendente
E a alegria crescente por seu namorado.
Antônio, bom moço, contente ficava
Ao ver que Aurora, o gracejo aceitava.
E Aurora, feliz, não mais sofreria
Por ter em Antônio o amor que queria.
Pensou duas vezes e agiu sem demora.
Seus dedos ligeiros escorregaram de lado
E encontraram aconchego nos dedos de Aurora.
Aurora menina, tão pura e inocente,
Sorriu docemente e olhou para o lado.
Sentiu em sua face o rubor ascendente
E a alegria crescente por seu namorado.
Antônio, bom moço, contente ficava
Ao ver que Aurora, o gracejo aceitava.
E Aurora, feliz, não mais sofreria
Por ter em Antônio o amor que queria.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Tempo Passado
Passou, passou...
Não mais voltará!
Foi-se como a fina areia
a escorrer na ampulheta.
O ontem se perdeu,
ficou espalhado em mil pedaços.
Ele não foi esquecido,
foi pouco a pouco suprimido
para disfarçar os nossos pecados.
Findou-se... Está no passado.
Abandonado, tornou-se obsoleto
a fim de ficar no esquecimento, na ignorância.
Ainda permanece nas lembranças e memórias
como sofrimentos imensuráveis
ou felizes brincadeiras de criança.
Pretérito, et finitum.
Virou cinza nas chamas do tempo
deixando esquecido um mar de desgostos.
Já dizia o velho ditado:
rei morto, rei posto!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Sazonais Desgostos
Eu não insistirei no nosso amor,
não há mais nada a fazer,
apenas separarmos nossa dor
nos pertences que agora se vê.
Leve todos os discos - não os quero -
foram eles que embalaram as nossas vidas,
mas fico com os Pessoas e os Drummonds
que cuidarão das minhas tristezas ressequidas.
Esvazie os armários e poupe-me da dor
de ainda ter em suas roupas a lembrança
de que um dia partilhamos um amor.
Restará ainda o seu perfume nos lençóis
e no meu pente, um fio do seu cabelo;
em minhas memórias os felizes girassóis
e no meu peito o mais profundo desespero.
Quando então o tempo diluir as suas feições
e eu não mais recordar o seu rosto,
é porque a sua imagem foi embora com as monções
em uma vida de sazonais desgostos.
não há mais nada a fazer,
apenas separarmos nossa dor
nos pertences que agora se vê.
Leve todos os discos - não os quero -
foram eles que embalaram as nossas vidas,
mas fico com os Pessoas e os Drummonds
que cuidarão das minhas tristezas ressequidas.
Esvazie os armários e poupe-me da dor
de ainda ter em suas roupas a lembrança
de que um dia partilhamos um amor.
Restará ainda o seu perfume nos lençóis
e no meu pente, um fio do seu cabelo;
em minhas memórias os felizes girassóis
e no meu peito o mais profundo desespero.
Quando então o tempo diluir as suas feições
e eu não mais recordar o seu rosto,
é porque a sua imagem foi embora com as monções
em uma vida de sazonais desgostos.
domingo, 15 de novembro de 2009
O Nosso Leito
Lancei-me ao nosso leito
ardendo de desejos, em loucura,
e tu me recebeste insensível com teus beijos
ainda que eu guardasse olhares de ternura.
Tentei tocar o teu corpo,
mas tu estavas tão fria, distante...
e ficava o teu gelo a contrastar com o meu fogo:
havia duas pessoas, apenas um amante.
Inutilmente vibrava no meu peito
um coração que por tantas vezes chorava:
eu sofria por senti-la morta em nosso leito,
eu sofria porque o nosso amor já se apagava.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
O que são Poemas?
O poeta não é um conselheiro,
o poeta é um mensageiro!
E poemas são cartas sem destino,
endereçadas a todos e a ninguém.
Chamados de bilhetinhos, mensagens, telegramas...
Poemas são recados de esperança, de tristeza,
o tudo e o nada, o vazio e o cheio, a feiúra e a beleza.
São todos eles impressões digitais:
provas de quem teve a liberdade de pensar, e nada mais.
o poeta é um mensageiro!
E poemas são cartas sem destino,
endereçadas a todos e a ninguém.
Chamados de bilhetinhos, mensagens, telegramas...
Poemas são recados de esperança, de tristeza,
o tudo e o nada, o vazio e o cheio, a feiúra e a beleza.
São todos eles impressões digitais:
provas de quem teve a liberdade de pensar, e nada mais.
Assinar:
Postagens (Atom)