domingo, 15 de novembro de 2009

O Nosso Leito


Lancei-me ao nosso leito
ardendo de desejos, em loucura,
e tu me recebeste insensível com teus beijos
ainda que eu guardasse olhares de ternura.

Tentei tocar o teu corpo,

mas tu estavas tão fria, distante...
e ficava o teu gelo a contrastar com o meu fogo:
havia duas pessoas, apenas um amante.

Inutilmente vibrava no meu peito

um coração que por tantas vezes chorava:
eu sofria por senti-la morta em nosso leito,
eu sofria porque o nosso amor já se apagava.

2 comentários:

Nayara Oliveira disse...

Nossa, esse poema me fez lembrar duas "passagens"
A primeira é a história de um livro do Alvares de Azevedo, que ele faz amor com um cadáver. (parece horrendo, mas é um romance gótico, e contado por ele é lindo.)
a segunda é uma frase de uma música dos los hermanos que diz:
"...e desbotou a cor de um só coração..."

ai ai
esses corações descolorados

Nayara Oliveira disse...

Ah a música é "fingi na hora rir"