
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Cuide do seu Jardim

terça-feira, 21 de setembro de 2010
Lealdade diferente de Fidelidade?

■ substantivo feminino
1 respeito aos princípios e regras que norteiam a honra e a probidade
2 fidelidade aos compromissos assumidos
3 caráter do que é inspirado por este respeito ou fidelidade
FIDELIDADE:
■ substantivo feminino
1 característica, atributo do que é fiel, do que demonstra zelo, respeito por alguém ou algo; lealdade
1.1 observância da fé jurada ou devida
Ex.: f. religiosa
2 constância nos compromissos assumidos com outrem
Ex.:
2.1 compromisso que pressupõe dedicação amorosa à pessoa com quem se estabeleceu um vínculo afetivo de alguma natureza
Ex.: f. conjugal
3 Derivação: por metonímia (da acp. 1).
característica de um sentimento que não esmorece com o decorrer do tempo
4 constância de hábitos, de atitudes
Etimologia
lat. fidelìtas,átis 'fidelidade, constância', der. do lat. fidélis,e 'em que se pode ter confiança, fiel, leal, sincero'; ver fi-
Sinônimos
ver sinonímia de verdade
Antônimos
infidelidade, inconstância; ver tb. sinonímia de mentira
Ou seja, em termos gerais, pode-se dizer que o LEAL é FIEL e o FIEL é LEAL. Porque não pode haver fidelidade sem respeito e o desrespeito é consequência da deslealdade.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Paz de Espírito...
domingo, 29 de agosto de 2010
Sobre Meninos e Homens
Em que momento um menino passa a ser Homem? Não acredito que seja apenas uma transição de idade, é muito mais que isso, tem a ver com algo dentro de cada um que nos faz querer tomar as rédeas da própria vida.
Um menino pode ser Homem apenas momentaneamente, o que me faz pensar que o difícil é manter a atitude de Hombridade, pois ela tende a não ser constante. Eu já vi “homens feitos”, por assim dizer, portarem-se como crianças diante das adversidades, escondendo-se em seus mundinhos pessoais.
Ser Homem exige uma atitude constante e perseverante, algo que se deve buscar sempre. Isso, é claro, requer esforço e sacrifícios que pouquíssimos estão dispostos a realizar. Talvez essa seja uma das razões pela qual o mundo está esse caos completo: meninos não devem brincar de mandar; Homens é que devem estar no poder, pois eles estão preparados para assumir as responsabilidades e não fugirão das consequências dos seus atos.
Na verdade, não há como escapar das consequências. Ficando de frente, em atitude responsável, a pessoa vai encará-la com o apoio que a sua postura lhe oferece. Ao fugir, portanto, de costas, as consequências atingirão a pessoa em cheio, jogando-a ao chão e sem a menor chance de reagir. Essa é a atitude do indivíduo irresponsável, mas que nem sempre aprende com a queda.
É evidente que quando eu me refiro a Homem estou falando de homens e mulheres de maneira genérica, pois todos nós estamos sujeitos às mesmas regras que regem o universo e podemos – ou não – dispormo-nos a evoluir. Depende exclusivamente de cada um galgar caminhos mais prósperos, por isso muitos acabam ficando pelo meio da estrada: porque são apenas meninos e meninas que não querem crescer.
Manter-se na condição de Homem não tem relação apenas com crescer e ter uma postura responsável diante da vida, mas também em ter uma postura responsável diante das outras pessoas: no amar o próximo, no momento em que não faremos a ninguém o que não queremos para nós mesmos. Essas atitudes simples ajudam a moldar o nosso caráter e mostram o que realmente somos: Homens ou meninos.
E então? Seremos Homens e Mulheres que fazem do mundo apenas uma etapa para a necessária evolução, ou meninos e meninas que preguiçosamente transformam o mundo em um infeliz parque de diversões? Há uma frase atribuída a um Homem genial (com H maiúsculo), Albert Einstein, que diz: “Se um dia você tiver que escolher entre o mundo e o amor, lembre-se: Se escolher o mundo ficará sem amor; mas se você escolher o amor, com ele conquistará o mundo”.
Se você não quer ser sempre um menino ou menina levando duras lições da vida, então cresça, torne-se Homem ou Mulher, escolha o amor...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Mais uma vez...
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Crônica de uma Mosca
Era uma quente tarde de verão quando eu e minhas irmãs e irmãos nascemos. Hoje é meu último dia de vida, mas lembro-me como se ainda fosse hoje: o calor era intenso e aquele cheiro de carne podre era maravilhoso! Éramos algumas centenas de pequeninas larvas de mosca-doméstica fartando-nos sobre uma carcaça de peixe esquecida num canto qualquer de uma lixeira.Digo que é o meu último dia porque nós, moscas domésticas, vivemos apenas de vinte e cinco a trinta dias. Por outro lado, depois de colocados os ovos nós nos tornamos moscas em apenas vinte e quatro horas; depois disso, é só voar. Ah!... Como é bom voar! Nós moscas somos regidas pelo instinto básico de sobrevivência da espécie e o que mais fazemos é nos reproduzir e comer. Eu ainda não conheci nada melhor que essas duas coisas nessa minha curta vida.
Eu vivo a perambular pelas ruas, vez ou outra eu entro em uma casa quando encontro uma janela aberta. Os humanos dizem que nos odeiam, mas se isso é verdade então porque eles nos alimentam? Eu não entendo esses humanos, é muito melhor ser mosca e voar à vontade, andar de cabeça para baixo no teto, incomodar as pessoas com o meu zunido irritante e fazer porcarias por aí.
Eu já perdi muitos irmãos e irmãs vítimas de sapos, lagartixas, aranhas... E o pior de todos: o mata-moscas. Criaram uma coisa especialmente para nos matar, isso é um absurdo! Mas ser mosca tem as suas vantagens: eu faço o que me dá na telha e só preciso seguir os meus instintos básicos. Comida nunca falta e moscas fêmeas para copular também não. Vivemos hoje mais ou menos como os romanos viviam na época dos cesares: comemos, trepamos e morremos aos montes por besteira. Viu só como vocês não são tão diferentes de nós?
A minha curta vida está terminando e percebo que sou a única mosca que algum dia parou para refletir e pensar quão inútil é a minha existência. Se eu ainda tivesse feito algo importante... Mas tudo o que eu fiz foi passar por esta vida como um cometa sem ter realizado nada de produtivo, aliás, como muitos de vocês humanos.
Sinto que os meus minutos estão contados, o meu tempo está chegando ao derradeiro fim e eu gostaria tanto de fazer algo útil... Olha só, um mendigo defecando! Mudei de idéia, acho que antes de morrer eu vou fazer um lanchinho.
domingo, 18 de abril de 2010
Ainda Estou Aqui...
Espero que gostem!
segunda-feira, 29 de março de 2010
Selo Comentarista Excelente
Com este espírito homenageio os seguintes blogues:
Poesia e Arte, faz P.arte!: http://retratopranana.blogspot.com/
Impulsiva: http://falaimpulsiva.blogspot.com/
Nando Serra: http://nandoserra.blogspot.com/
Nosso Mundo: http://sobresalvaromundo.blogspot.com/
Reflexões Aleatórias: http://reflexoesdeelisa.blogspot.com/
Simplesmente Eu: http://incognitaparasempre.blogspot.com/
Peço aos comentaristas que receberam o selo que façam referência ao blogue que os homenageou, escolham outros blogues que achem justo homenagear - com o respeito pelos critérios atrás indicados - copiem a imagem do selo e mantenham a lógica do texto aqui apresentado.
A todos os comentaristas que indiquei, espero voltar a contar com os seus sempre agradáveis comentários.
Muito obrigado, pois vocês fazem esse blogue!
domingo, 21 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Momentos Difíceis...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Poema de Aurora
Pensou duas vezes e agiu sem demora.
Seus dedos ligeiros escorregaram de lado
E encontraram aconchego nos dedos de Aurora.
Aurora menina, tão pura e inocente,
Sorriu docemente e olhou para o lado.
Sentiu em sua face o rubor ascendente
E a alegria crescente por seu namorado.
Antônio, bom moço, contente ficava
Ao ver que Aurora, o gracejo aceitava.
E Aurora, feliz, não mais sofreria
Por ter em Antônio o amor que queria.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Antes Tarde do Que Nunca.
Nesses 2 anos eu me apaixonei e me iludi; eu me alegrei e me entristeci; eu tive algumas vitórias e muitas derrotas. No final das contas, aqui estou eu: inteiro e forte - como deve ser.
A minha cabeça mudou em muitos aspectos e hoje eu sou mais maduro. Esse espaço foi um pouco o meu amigo e a minha fuga nos momentos difíceis, e foi também o espaço para partilhas algumas alegrias.
De qualquer maneira, ele não seria nada sem a presença das pessoas que o acompanharam e ainda acompanham. A todos vocês, o meu muito obrigado!
Hoje, eu quero fazer algo diferente. Eu gostaria que vocês relatassem o que se passou em suas vidas nesses últimos 2 anos. Façamos essa pequena troca e deixem que eu possa "ouví-los" um pouco, seja através de comentários ou pelo e-mail.
Fico aguardando o contato.
Um abraço a todos!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Tempo Passado
Passou, passou...
Não mais voltará!
Foi-se como a fina areia
a escorrer na ampulheta.
O ontem se perdeu,
ficou espalhado em mil pedaços.
Ele não foi esquecido,
foi pouco a pouco suprimido
para disfarçar os nossos pecados.
Findou-se... Está no passado.
Abandonado, tornou-se obsoleto
a fim de ficar no esquecimento, na ignorância.
Ainda permanece nas lembranças e memórias
como sofrimentos imensuráveis
ou felizes brincadeiras de criança.
Pretérito, et finitum.
Virou cinza nas chamas do tempo
deixando esquecido um mar de desgostos.
Já dizia o velho ditado:
rei morto, rei posto!
sábado, 16 de janeiro de 2010
Carta a uma Poeta
(À minha amiga Nayara Oliveira)
Cara amiga poeta, escrevo a ti esta carta
construída entre rimas e versos,
sentado em confortável cadeira de praia,
pensando na vida, um pouco disperso.
Espero que esta possa encontrar-te feliz,
rodeada da família e amados amigos,
desfrutando da alegria e espírito natalinos
entre beijos, abraços e olhares contíguos.
Bem sei que estás no interior
aproveitando a distância da agitada metrópole,
descansando a cabeça neste agradável torpor,
esquecendo as multidões e amontoados de vozes.
Aqui no litoral o calor predomina,
exceto pela fresca brisa que por vezes sopra,
o ar segue denso, morno e sereno,
e as pessoas se animam, sorriem ou choram.
Estou cercado agora pela família,
mas a felicidade ainda não é completa.
Tu sabes bem que nos corações dos poetas
o amor não enraíza ou faz morada discreta.
É certo que agora, minha amiga,
nada haveria de ser diferente
e mesmo assim descontente
felicita-me de uma roubada escapar!
A uma conclusão eu começo a chegar:
que talvez o poeta deva ser um pouco sozinho,
dividido para sempre entre a rosa e os espinhos,
onde a inspiração se faz despertar.
O que seria da poesia sem a sensibilidade
de sentir a dor da melancolia alheia,
o vazio da pungente saudade
ou a aspereza que na vida permeia?
Neste ano que se avizinha, desejo a nós dois o necessário quinhão:
um pouco de tristeza para valorizar a alegria,
um tanto de felicidade para iluminar nossos dias
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Auto-afirmação
Eu nem sei porque
ainda escrevo sobre o amor.
Talvez seja auto-afirmação:
sábado, 2 de janeiro de 2010
O Velho Clichê do Ano Novo
Desejar feliz ano novo com saúde, paz e um monte de outras coisas é fácil demais e muito lugar comum. Não faça listas - eu não faço - é uma perda de tempo. Estipular algumas metas é até plausível, mas não faça listas de coisas que você sabe que não cumprirá, isso só fará você se sentir um estúpido; e de maneira alguma pense que 2010 será um ano maravilhoso e repleto, apenas, de coisas boas.
Eu desejo a todos um 2010 com o bom e também com o ruim. Eu desejo que você tenha vitórias porque o estímulo é importante para nos manter na luta e com o moral elevado nos momentos difíceis (e acredite, eles virão). Para chegar até o final desse ano sem querer pular na frente doe um trem, é preciso saborear algumas boas vitórias. No entanto, eu também desejo que você tenha fracassos porque eles o ensinarão a se reerguer e a tirar forças de onde nem mesmo você imaginava ter. É o fracasso que vai mantê-lo com os pés no chão e ensinar a humildade,virtude tão necessária para o crescimento humano.
Enfim, eu desejo de coração que o seu 2010 seja equilibrado com sorrisos e lágrimas. Somente assim você poderá chegar ao final dele, olhar para trás, e perceber que se tornou uma pessoa melhor.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Salão Compostela
Isso aconteceu há algum tempo, quando eu resolvi tomar vergonha na cara e procurar um salão para cortar o cabelo - mesmo sabendo que já havia passado da hora de realizar tal procedimento - ainda assim eu fiquei com preguiça de procurar um local para fazê-lo. Como a má vontade era muita, eu resolvi arriscar em um velho salão aqui perto de casa. Quando eu me refiro a velho, eu quero realmente dizer velho... muito velho!Imaginem só a minha alegria ao notar numa placa, do lado de fora, que o corte custava apenas 7,00 reais! Naquele momento o meu bolso ficou aliviado e eu sorri em pleno contentamento. Resolvi entrar no lugar e sentei em uma cadeira muito antiga para aguardar a minha vez; eu notei duas coisas interessantes logo de início: o senhor sentado na “cadeira do barbeiro” era muito velho e o outro que fazia a barba dele era ainda mais velho. Comecei a olhar ao redor e reparei que, na verdade, tudo naquele salão era velho – a começar pelo nome: Salão Compostela. O chão era velho, os móveis eram velhos, o calendário era muito velho, as revistas eram amarelas... nem preciso dizer que eram todas velhas (notei que algumas delas ainda falavam do Impeachtment do Collor!!!).
Em um primeiro instante eu pensei em sair dali, já que o lugar todo lembrava um mausoléu, mas um detalhe interessante me chamou a atenção: o senhorzinho que estava sentado na cadeira – tendo o seu cabelo cortado e barba sendo feita – estava tão plácido e tranqüilo, parecia-me que ele tinha algum problema de saúde que eu não soube identificar... Notei que o “barbeiro”, logo depois de terminar o serviço, penteou o cabelo daquele senhor quase que num gesto de carinho, como um afago paternal. É uma atenção que não se vê nos dias de hoje.
Foi então que o barbeiro (de muita idade) olhou de uma maneira tão simpática e apontou-me a cadeira (sim, a cadeira era muito velha). Eu não tive como recusar e, analisando melhor, eram apenas 7,00 reais! Maldita mania de ser canguinha!...
Sentei alegremente na cadeira que parecia um tanto desconfortável, mas só até o corpo acostumar-se com aquela peça quadrada e desajeitada. Um longo pano foi colocado sobre o meu corpo e cuidadosamente preso ao meu pescoço junto com uma pequena toalha branca. A pergunta habitual foi feita: “Como vai querer o corte?”. Dei os detalhes de como eu gostaria que o cabelo ficasse: primeiro o som da maquininha aparando a lateral da cabeça; uma borrifada com uma água cheirosa e a seguir o frenético picotar da tesoura no meu cabelo.
A princípio, como ele virou a cadeira para a rua, eu não fazia a menor idéia do q ele estava fazendo. Eu cheguei a temer pelo meu cabelo. Então comecei a reparar em outras coisas a minha volta na tentativa de desviar a atenção para o fato de eu achar que o meu cabelo ficaria uma merda. Eu sentia a tesoura passando no vazio, fazendo um barulho seco de metal contra metal, como se meu cabelo nem mesmo estivesse sendo cortado.
Dei uma olhadela pro lado com o intuito de descobrir o que estava sendo feito na minha cabeça e se aquele senhor não estava de sacanagem comigo – já que ele virava a cadeira de um lado a outro sem nunca deixá-la alinhada com o espelho – imaginei que meu cabelo estivesse uma bosta e ele não quisesse mostrar. A cena que eu presenciei ao olhar pro lado foi no mínimo inusitada: o velhinho estava jogando a dentadura de um lado pro outro dentro da boca e depois a colocava no lugar novamente. Em seguida ele dava aquela chupada de saliva e engolia para, logo em seguida, ficar jogando a dentadura de um lado ao outro da boca novamente. Eu tenho certeza que escutei um arroto num determinado momento.
Aquela cena ainda era engraçada, mas o que eu vi a seguir não tinha graça nenhuma: ele ficou girando a tesoura na mão e aquele negócio passava incrivelmente perto da minha orelha (não, ele não era o Sweeney Todd brasileiro). Foi inevitável sentir um arrepio de pavor ao ver aquele senhorzinho girando a tesoura no ar tão perto da minha cabeça. Eu achei que sairia daquele salão como mais um Van Gogh: como eu faria para usar os meus óculos sem uma orelha? Para o meu completo horror a tesoura escapou da mão dele, mas caiu sobre ele, o que fez com que parece imediatamente com aquela brincadeira de roleta russa.
Enfim a minha cadeira foi alinhada com o espelho e, para a minha surpresa, o corte ficou fantástico! Eu ainda tentei entender como ele cortou o meu cabelo sem nem eu mesmo sentir, mas nada como algumas décadas de experiência para fazer um serviço de primeira.
Trabalho de mestre, emoção garantida e um preço camarada... Não nego, virei cliente assíduo.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Sazonais Desgostos
não há mais nada a fazer,
apenas separarmos nossa dor
nos pertences que agora se vê.
Leve todos os discos - não os quero -
foram eles que embalaram as nossas vidas,
mas fico com os Pessoas e os Drummonds
que cuidarão das minhas tristezas ressequidas.
Esvazie os armários e poupe-me da dor
de ainda ter em suas roupas a lembrança
de que um dia partilhamos um amor.
Restará ainda o seu perfume nos lençóis
e no meu pente, um fio do seu cabelo;
em minhas memórias os felizes girassóis
e no meu peito o mais profundo desespero.
Quando então o tempo diluir as suas feições
e eu não mais recordar o seu rosto,
é porque a sua imagem foi embora com as monções
em uma vida de sazonais desgostos.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Foto Poema VI
Pimenta Fotografia de Dandara Borges http://www.flickr.com/photos/dandara_borges/1510687282
Em tua pequena garrafa, confinada ad aeternum,
permanece curtindo a gosto
junto às tuas irmãs de rubra veste.
Unida às tuas - em prece silenciosa -
desprende a tua essência do fogo, ardilosa,
em fino óleo de oliva.
E pobre daqueles que te tocarem,
pois mereces o menor dos potes:
aquele, reservado aos venenos mais fortes.
